A apresentadora do programa "Noite Afora" costumava chamar o trabalhador de "Todinho" ou "Nescauzinho" porque, segundo Monique Evans, "é marronzinho e tem um canudinho pequenininho".
O operador foi contratado em 1999 e demitido em 2003. Em abril de 2002, passou a trabalhar na gravação do programa "Noite Afora", que ia ao ar de madrugada. Segundo a defesa, o programa tinha "grande apelo erótico, com entrevistas relacionadas a sexo e fantasias eróticas, desfile de lingerie e roupas íntimas, stripteases e exposição de objetos sexuais".
Segundo o operador de câmera, a apresentadora passou a usar os funcionários da equipe de gravação nas suas brincadeiras. Além de ser alvo de piadas, era levado a participar de quadros "com modelos seminuas". Ameaçado de demissão, ele foi obrigado a assinar um termo em que autorizava a apresentadora a fazer qualquer tipo de "brincadeira" durante as gravações.
Ele afirma que as brincadeiras causaram grave crise em seu casamento e em suas relações familiares. Religioso e freqüentador da paróquia de sua vizinhança, o operador afirmou que "a imagem de homem sério e respeitado", que sempre teve, "começou a desmoronar". Amigos e parentes se afastaram "envergonhados de estarem próximos a uma pessoa ligada à luxúria".
A empresa alegou que as testemunhas ouvidas no processo afirmam que o operador não se sentia ofendido com os apelidos. Antes do programa, ele já era chamado dessa forma, diz a RedeTV!. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo julgou comprovado o constrangimento público do empregado, não contestado pela empresa, "devido ao tratamento depreciativo que lhe dava a apresentadora ao referir-se à sua cor e a seu órgão sexual".
As informações são do site Consultor Jurídico
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